3º dia de Rock in Rio vira baile de formatura chuvoso com Calvin Harris e Black Eyed Peas; veja resumo

  • 07/09/2026
(Foto: Reprodução)
Calvin Harris toca “How Deep is Your Love”, um dos maiores hits da carreira O terceiro dia do Rock in Rio 2026 foi marcado pelo público jovem acompanhando as primeiras estrelas pops do festival em um clima de baile de formatura. Os shows de Black Eyed Peas, Nelly e Jota Quest tocando Tim Maia foram alguns dos que deram esse tom de grande festa comemorativa. A data também ficou marcada por ter pela primeira vez na história do festival um DJ -- Calvin Harris -- fechando o dia do Palco Mundo. O dia pop foi a primeira data desta edição a ter os ingressos esgotados. Foram disponibilizados 100 mil ingressos. Leia também: Roberta Medina sobre cobrança de rock no Rock in Rio: 'Roqueiros fazem barulho, mas o primeiro dia que esgota é o pop' O Barão Vermelho fez a despedida do rock no festival, mas conseguiu conquistar o público mais jovem que estava ali para acompanhar artistas que foram suas trilhas sonoras de festas e baladas nos anos 2000 e 2010. Ne-Yo, BaianaSystem e Calema completaram a lista de atrações dos palcos principais. Todas as bandas se apresentaram embaixo de chuva. Oscilando entre garoa e chuva forte, a água não deu trégua e foi persistente, mas não o suficiente para afugentar o público, que aderiu às capas e se manteve firme em frente aos palcos e nas filas das ativações. Saiba como foi o terceiro dia de Rock in Rio 2026: Acompanhe a cobertura dos próximos dias em tempo real pelo g1 Veja fotos dos famosos neste 1º dia de festival Calvin Harris Calvin Harris toca hit gravado com Dua Lipa, "One Kiss no Rock in Rio Calvin Harris subiu ao Palco Mundo do Rock in Rio já na madrugada desta segunda-feira (7), depois da meia-noite e debaixo de muita chuva. Escolheu “Sweet Nothing”, parceria lançada em 2012 com Florence Welch para abrir seu set. A faixa faz parte do “18 Months”, justamente o disco que o consolidou como um dos maiores hitmakers do pop eletrônico internacional. A escolha não deve ter sido fácil, imagino, dada a quantidade de sucessos que empilhou ao longo da carreira o escocês Adam Richard Wiles (não, o nome dele verdadeiro não é Calvin Harris). Pelo período que seguiu, cerca de 1h30 de show, foi essa a toada: o DJ e produtor de 42 anos engatou uma sequência de sucessos (“Blame”, “Summer”, “Outside”, “Desire”, “Under Control”), soltou um beat bolha de funk e fez o público brasileiro sentir como se tivesse dado play no “The Best Of Calvin Harris” do Spotify. Só que melhor. Na audição ao vivo, saíram lasers, fogo, fogos e fumacinhas do palco. Dos telões, projeções coloridas piscavam incessantemente emulando a pista de uma boa balada. Também as palavras “comer, dormir, rave e repetir”. Leia mais sobre o show de Calvin Harris. Ne-Yo Ne-Yo canta 'So Sick' no Palco Sunset do Rock in Rio O que faz um artista que vem várias vezes ao Brasil em pouco tempo, mas não tem novos sucessos há 15, quase 20 anos? Varia aqui e ali, inverte a ordem de algumas músicas, pensa em novas piadas, claro – mas não tem muito como reinventar a roda. Esse foi o desafio de Ne-Yo, que esteve entre as atrações principais do The Town 2023, do Rock in Rio 2024 e, neste domingo (6), tocou no Rock in Rio 2026 (além de outras vindas fora de festivais). A essa altura, quase todo mundo conhece os truques que o músico tem na manga. Como abrir com “Closer” e seguir para “Because of You”, o que ele fez em todos os Rock in Rio e The Town; ou reservar um momento para “Irreplaceable” e “Take a Bow”, faixas que ele compôs para Beyoncé e Rihanna. Para não dizer que ele não tentou inovar, Ne-Yo até desceu do palco e trocou o chapéu “aba anônima” pelo de cowboy. E aventurou a tocar novas como “Ms Tundra” e “Up Out Gone”, do disco meio country “Highway 79” (2026). Leia mais sobre o show do Ne-Yo. Black Eyed Peas Black Eyed Peas canta 'Mas Que Nada' durante show no Palco Mundo O Black Eyed Peas fez um show alto-astral, levemente caótico, e deixou o Rock in Rio 2026 com cara de festa nostálgica neste domingo (6). Na última vez que o grupo veio ao festival, em 2019, tentou compensar a maior mudança em sua história – a saída de Fergie, oficializada em 2017 – tirando vários coelhos da cartola: de Will.I.Am na tirolesa à participação de Anitta. Desta vez, não precisou de mais que os dois sucessos (apropriadamente, “Let’s Get It Started” e “Boom Boom Pow”) para inaugurar a festa e fazer o público relevar qualquer ausência. Rolou até participação do produtor Papatinho: ele soltou um “Rap da Felicidade” e, em seguida, eles anunciaram o lancamento de uma nova música, “We live up in here". Isso com direito a clipe de IA exibido no telão. Ao longo do show, claro, rolaram as dúvidas “por onde anda Fergie”, “por que ela saiu” e “será que ela volta” entre a galera. A “sombra” de Fergie nunca foi totalmente deixada para trás: era sua voz distinta nos refrãos que marcaram novelas, festas e adolescências no Brasil, dos anos 2000 em diante. Leia mais sobre o show do Black Eyed Peas. Jota Quest toca Tim Maia Jota Quest, Tony e Lincoln Tornado cantam ‘Sossego’ no Palco Sunset do Rock in Rio A quinta vez do Jota Quest no Rock in Rio, primeira no Palco Sunset, foi com um repertório bem diferente. Neste domingo (6), a banda mineira apresentou o show baseado no álbum "Jota Quest & Tim Maia – Dance Enquanto é Tempo", lançado em agosto. As participações, muito bem-vindas em shows de grandes eventos como o Rock in Rio, deixaram o show ainda mais redondinho. Tony Tornado, 96 anos e agora o mais velho a se apresentar no festival, cantou “Sossego” ao lado de seu filho Lincoln. Negra Li, por sua vez, foi a convidada em “Descobridor dos sete mares”. No ano passado, o Jota Quest havia anunciado esse tributo no The Town, o primo paulistano do Rock in Rio. A maior novidade daquela noite foi justamente a boa versão de "Acenda o Farol", gravada por Tim em 1978, com a voz do cantor usada em feat póstumo. Aquela homenagem deu início à celebração dos 30 anos do primeiro álbum do Jota, de 1996. Não foi uma escolha forçada. Tim ajudou a rebatizar o grupo, quando o J. Quest virou Jota Quest depois de um processo da Hanna-Barbera, produtora do desenho Jonny Quest. Daquela fase, eles tocaram “Encontrar Alguém” e “As dores do mundo”, cover de Hyldon e primeiro single deles. Rogério Flausino disse que eles escolheram o caminho difícil: eram brancos tocando um repertório associado a artistas negros. Leia mais sobre o show do Jota Quest toca Tim Maia. Nelly Nelly canta 'Dilemma' no Rock in Rio É difícil acreditar que Nelly tenha feito sua estreia no Brasil neste domingo (6) de Rock in Rio. Cornell Iral Haynes Jr., nome real do rapper de 51 anos, fez muita gente suspirar, dançar e colar um band-aid na cara lá pelos idos dos anos 2000. Ele, claro, sabe muito bem disso: as músicas daquela fase dominaram o setlist de 55 minutos, sobretudo as dos álbum “Country Grammar” (2000) e “Nellyville” (2002). Neste chuvoso terceiro dia de festival, Nelly deixou bem claro que não veio para inventar. Com um DJ e um hype man (rapper de apoio), ele comandou uma festa nostálgica na qual basicamente grita palavras de ordem, rima e canta, trajando uma camisa de basquete da coleção da Nike dedicada a Michael Jordan e a Seleção Brasileira. Não há banda de apoio, transições bem pensadas entre as músicas ou direção artística para aproveitar bem o mega telão. É como se três amigos subissem ao palco e ligassem uma playlist This is Nelly no estilo karaokê, incluindo o R&B “Just a dream”, de 2010, uma das mais cantadas. Leia mais sobre o show de Nelly. BaianaSystem Debaixo de chuva, BaianaSystem canta um de seus maiores hits da carreira, 'Lucro' A premiada BaianaSystem chegou ao Palco Sunset do Rock in Rio, neste domingo (6) homenageando o passado e dando o recado do que quer para o futuro. Entraram com a música “Água” (2019), cuja letra diz: “Chuva miúda não mata ninguém”. Nesse momento, caía um temporal daqueles na cidade do Rock. “Deixa molhar, people, é bênção”, tentou amenizar Russo Passapusso, vocalista. Depois emendou com “Sulamericano”, também lançada em 2019, um dos maiores hits do grupo. A banda baiana formada em 2009 apresentou em pouco menos de uma hora uma performance capaz de passear por quase todos os caminhos que ajudaram a construir sua história. Entraram referências do sound system jamaicano, da guitarra baiana, da música de orquestra, do samba, do reggae, da cumbia, do rock… O show, batizado de "O Ciclo", foi pensado e dirigido por Passapusso, Filipe Cartaxo e pela atriz Alice Carvalho, que também participou da apresentação. Leia mais sobre o show do BaianaSystem. Barão Vermelho Barão Vermelho levanta público presente no Rock in Rio com ‘Pro Dia Nascer Feliz’ Uma hora para resumir a carreira do Barão Vermelho é pouco. Tanto que os shows da turnê “Encontro: Pro mundo inteiro acordar”, que traz Roberto Frejat (voz/guitarra), Dé Palmeira (baixo), Maurício Barros (teclados) e Guto Goffi (bateria) -- todos da formação original da banda --, e a participação de Fernando Magalhães (guitarra), duram quase três horas. Com a redução de tempo, alguns hits como "Amor, meu grande amor" acabaram ficando de fora de apresentação feita no Palco Mundo, do Rock in Rio, neste domingo (6). Mas clássicos como "Bete balanço" e "Meus bons amigos" ainda empolgaram a plateia, repleta de fãs da banda. E ainda mais fascinante: conseguiu conquistar e levantar também um público mais jovem que aguardava as primeiras atrações do pop do Rock in Rio 2026. Após o Barão, o Palco Mundo será tomado por Nelly, Black Eyed Peas e Calvin Harris. Mesmo com todos embaixo de uma chuva persistente que caía na cidade desde cedo. E trouxe um trunfo: a romântica "Por você", lançada em 1999, para os que não viveram o Barão nos tempos de Cazuza. A faixa colocou o público para cantar em coro. Leia mais sobre o show do Barão Vermelho. Calema Dilsinho canta 'Leva Tudo' com Calema no Palco Sunset Escalado para abrir o Palco Sunset neste domingo (6), o Calema tinha pela frente o desafio de conquistar uma plateia que ainda chegava à Cidade do Rock e pouco conhecia parte de seu repertório. A chuva intensa que caiu ao longo da tarde tornou a missão ainda mais difícil, afastando parte do público. Mas também criou a oportunidade de mostrar, ao vivo, por que os irmãos já arrastam multidões em Portugal. Fradique e António já tinham uma ideia do que era o Rock in Rio. Os irmãos de São Tomé e Príncipe estrearam no festival em Lisboa, em junho, em uma apresentação que serviu como uma espécie de aquecimento para o que mostrariam no Rio de Janeiro. A ponte com o Brasil começou bem antes da estreia na Cidade do Rock. O duo tem parcerias com a sertaneja Lauana Prado, em “Xê Dama”, e com Leo Santana, em “Oi Amor?”, single lançado poucos dias antes do Rock in Rio. Eles também dividiram o palco com Anitta ao participarem da primeira edição do “Ensaios da Anitta” na Europa. No Rock in Rio, essa conexão ganhou um novo capítulo quando Dilsinho foi convidado para cantar “Leva Tudo”. Leia mais sobre o show de Calema. Calvin Harris se apresenta no Rock in Rio 2026 Leo Franco / AgNews

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/rock-in-rio/noticia/2026/09/07/3o-dia-de-rock-in-rio-vira-baile-de-formatura-chuvoso-com-calvin-harris-e-black-eyed-peas-veja-resumo.ghtml


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