Trombonista Joabe Reis vai de Tincoãs ao jazz e ao UK garage na rota do álbum 'Drive slow – A última das fantasias'
29/01/2026
(Foto: Reprodução) O trombonista Joabe Reis conecta referências brasileiras ao som universal do álbum 'Drive slow – A última das fantasias'
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♫ NOTÍCIA
♬ Dois anos após mapear a cidade natal Cachoeiro de Itapemirim (ES) no álbum “028” (2024), em trilho autoral que incluiu atalhos para abordagens de músicas de Djavan e Gilberto Gil, o trombonista e compositor capixaba Joabe Reis altera a rota em “Drive slow – A última das fantasias”, mas sempre partindo da própria aldeia para soar universal, como ensinou o escritor russo Leon Tolstói (1828 – 1910).
Neste novo álbum instrumental, disponível desde ontem, 28 de janeiro, Reis transita por gêneros como UK garage, rap, jazz e R&B, mas abarca sonoridades e referências brasileiras na viagem.
Se “Pica pau no Vidigal” parte de citação do arranjos de sopros da gravação original do “Sítio do pica-pau amarelo” feita pelo autor Gilberto Gil em 1977, a faixa “Corre” conecta o discurso da ativista Bia Ferreira contra o racismo ao tema “Cordeiro de Nanã” (Mateus Aleluia e Dadinho), gravado pelo grupo baiano Tincoãs no mesmo ano de 1977.
Anunciado em maio de 2025 com o single que apresentou a música-título “Drive slow”, faixa em que o trombonista faz feat com o rapper Zudizilla e com o trompetista norte-americano Theo Croker, o álbum teve um segundo single lançado em novembro, “Simbiose (Nefertiti)”, celebração da cultura de rua com mix de funk, jazz e UK garage.
Além de ter tocado trombone em todas as nove faixas, Joabe Reis criou os beats, pilotou as programações e orquestrou a produção musical do álbum “Drive slow – A última das fantasias”.
Capa do álbum 'Drive slow – A última das fantasias', do trombonista Joabe Reis
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